9 de Dezembro de 2009

Telepatia, a Comunicação Silenciosa


Como Ocorre a Comunhão das Ideias,
no Oceano dos Pensamentos Humanos

Texto de Carlos Cardoso Aveline,
publicado no website www.filosofiaesoterica.com

“Durante uma reunião, você tem uma ideia e no mesmo instante alguém fala a todos aquilo que você acaba de pensar. Você pode supor que é coincidência. Em outra ocasião, você pensa em alguém e em seguida toca o telefone. Você atende e escuta a voz de quem? Da pessoa em quem pensava. Você pode forçar-se a concluir que é um acaso. Mas um dia você acorda lembrando de um amigo de quem não tem notícias há muitos anos e, horas depois, recebe uma carta dele. Ou você chega a uma reunião no momento exacto em que seu próprio nome está sendo mencionado.

Embora sejam comuns na vida diária, nenhum destes fatos é uma simples coincidência. Eles constituem exemplos concretos de uma das funções mais fascinantes da consciência humana: a telepatia, a percepção ou transmissão de sentimentos e pensamentos a distância.   

O termo “telepatia” é feito de duas palavras gregas; “tele” (“à distância”), e “pathos” (sentimento, sofrimento).  O significado literal é “sentir a uma distância”. O termo engloba, portanto, mais do que a mera transmissão de pensamentos lógicos e definidos. Inclui todos os tipos de contacto entre duas ou mais mentes, quando este contacto transcende a ajuda dos cinco sentidos.

O fenómeno é mais comum do que geralmente se pensa, mas acontece quase sempre de modo semi-consciente ou  inconsciente. Se todos soubessem que a telepatia se processa o tempo todo e está presente nos vários aspectos da vida diária, teriam mais cuidado não só com o que dizem, mas também com o que pensam e sentem em relação a cada pessoa e situação. A afinidade magnética que possibilita a telepatia pode ser harmoniosa ou desarmoniosa. As trocas telepáticas são fonte de sofrimento ou de bênçãos. Nem tudo que é similar se harmoniza. Nem tudo que é diferente se complementa. Para evitar problemas, a melhor coisa a fazer é deixar de pensar de maneira errada e aprender a pensar correctamente.     

Em certas condições, e especialmente quando fazemos silêncio em nossas mentes, somos capazes de ouvir pensamentos. Não escutamos palavras, mas percebemos as ideias e os sentimentos íntimos dos outros. Os pensamentos se transmitem de modo natural. A telepatia ocorre em silêncio e ao lado da comunicação verbal. Ela se apóia na palavra como seu veículo e instrumento. É ela que dá um sentido mais profundo ao que uma pessoa fala ou escuta.  A telepatia re-escreve um velho ditado popular e afirma:

“O que os olhos não vêem, o coração sente”.

Uma família, um grupo de amigos e uma escola de filosofia são de certo modo campos telepáticos. São territórios subtis habitados por grupos de pensamentos e sentimentos. A telepatia inconsciente também é responsável em grande parte pelo fenómeno dos hábitos colectivos e das opiniões que passam a ser consenso. E ela explica o fenómeno da liderança. (…)”

[Continua]


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A seguir, um vídeo apresentando uma das várias investigações científicas sobre fenómenos telepáticos, conduzidas pelo biólogo Rupert Sheldrake.



O ELEFANTE


Trechos do texto 
clássico budista Dhammapada


Capítulo Vinte e Três
 
O ELEFANTE
  
1. Devo suportar abusos assim como o elefante suporta, no campo de batalha, as flechas disparadas do arco.  A maioria, neste mundo, tem má índole. (320)
 
2. Um elefante manso é levado ao campo de batalha. O rei monta em um elefante manso. O melhor entre os homens é o homem manso − aquele cuja paciência suporta palavras duras. (321)
 
3. Boas mulas são as mulas mansas. Bons cavalos são os cavalos Sindhu,  quando mansos. Bons elefantes são os grandes elefantes, quando dóceis.  Melhor que todos eles é quem amansou a si mesmo.  (322)
 
4. Não é montando tais animais que o homem pode alcançar a terra desconhecida do Nirvana. Um homem manso, cavalgando o seu próprio eu dócil,  pode chegar lá. (323)
 
5. Mesmo estando preso, o elefante Dhanapalaka é incontrolável quando, na época do cio, sua consciência vibra com angústia. Ele não aceita comida, mas anseia pela comunidadade de elefantes na floresta. (324)
 
6. Aquele que é preguiçoso e glutão, que dorme mais do que necessário, que come como um porco castrado − um homem tão tolo cai, uma e outra vez, no renascimento.  (325)
 
7. Antes, esta minha mente andava sem rumo e por onde queria, do modo como desejasse. Agora eu a controlo totalmente, da mesma maneira como um cavaleiro controla, com seu gancho, um elefante no cío. (326)
 
8. Fique feliz por estar atento. Vigie bem seus pensamentos. Afaste-se do mal como um elefante se afasta da lama. (327)
 
9. Se você encontrar um companheiro prudente, correto e auto-controlado, caminhe com ele com atenção e contentamento, vencendo todos os perigos. (328)
 
10. Se você não encontrar um companheiro prudente, correto e auto-controlado, então caminhe sozinho, como um rei que renunciou a seu reino e suas vitórias.  Seja como um elefante livre na floresta. (329)
 
11. É melhor viver sozinho. Não há companhia com um tolo. O homem deve avançar sozinho, sem cometer pecados, como um elefante na floresta. (330)
 
12. Ter companheiros é agradável em tempos de dificuldades.  A satisfação é agradável  quando é compartilhada com outros. Ter méritos  é agradável na hora da morte.  É agradável renunciar a todo sofrimento. (331)
 
13. Uma mãe no mundo é uma felicidade; um pai no mundo é uma felicidade. Um monge no mundo é uma felicidade; um sábio no mundo é uma felicidade. (332)
 
14. A virtude estável na idade avançada é felicidade. A fé que possui base firme é felicidade. A obtenção da sabedoria é felicidade. Evitar erros é felicidade. (333)

Leia mais em:

O talento de Anousha Shankar


8 de Dezembro de 2009

As Falácias do Comércio de Carbono

O Capitalismo selvagem e sem ética continua bem vivo. O mercado de carbono, uma das soluções saídas do Protocolo de Quioto, permite aos maiores poluidores, leia-se às maiores empresas multi-nacionais, ganhar biliões de dólares em lucros galopantes, aumentando a probabilidade de a humanidade enfrentar sérios cataclismos ambientais.


Dito de uma forma simples, este é um sistema que acaba privatizando a terra e a atmosfera. Infelizmente, esta é também uma das soluções a ser discutida na Cimeira do Clima em Copenhaga.


Para perceber melhor o funcionamento desta proposta de estabelecimento de um mercado do carbono, veja o seguinte vídeo.






Visite:

7 de Dezembro de 2009

Conferência das Nações Unidas Sobre o Clima


6 de Dezembro de 2009

A desflorestação e a ruína dos países


Ao olharmos para o que está acontecendo hoje em dia com a desflorestação massiva de milhares de quilómetros quadrados de floresta em todo o mundo, não é difícil de adivinhar as consequências que daí advirão (e que estamos já a ter os primeiros vislumbres com as crises sociais, políticas, alimentares e energéticas que abalam o planeta).


Há mais de cem anos atrás, em 1879, já uma das grandes pioneiras do movimento ecologista, Helena Blavatsky (fundadora do Movimento Teosófico moderno), alertava para os efeitos do desmatamento:




“Um olhar rápido nas páginas da História já mostra que a ruína e a extinção definitiva do poder nacional se segue à extirpação das florestas, tão certo como a noite segue o dia. A natureza providenciou os meios para o desenvolvimento humano, e suas leis nunca podem ser violadas sem desastre.”


In "The Theosophist”, Adyar, India, Volume I, November 1879, p. 42.


Ler também:

4 de Dezembro de 2009

Encontro Pela Paz

Visite:

3 de Dezembro de 2009

Porque os Animais Sofrem?


Um Fracasso Ético 
da “Civilização Ocidental e Cristã”


Helena P. Blavatsky

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Neste texto vigoroso de 1883, H.P.B. mostra
o saldo ético negativo  da chamada “civilização
cristã” em relação aos animais, e especialmente em
relação aos animais mais evoluídos, os “irmãos
menores” da humanidade. Com algumas boas
e nobres excepções, entre as quais a principal é a
de  São Francisco de Assis e do franciscanismo,
o cristianismo ainda hoje desculpa e “autoriza” o
covarde massacre quotidiano de animais indefesos.

Nesta primeira parte do século 21, nossa civilização
começa a despertar. Os movimentos de defesa dos
animais são cada vez mais fortes. O vegetarianismo
se alastra,  e a consciência ecológica permeia  vastos
sectores  do próprio cristianismo.  

O texto de HPB, porém, permanece plenamente atual.
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P. É possível para mim, que amo os animais, obter mais poder do que tenho para ajudá-los em seu sofrimento?

R.  Um autêntico AMOR não egoísta, combinado à VONTADE,  é um “poder”  em si mesmo.  Aqueles que amam os animais devem mostrar sua afeição de maneira mais eficiente do que cobrir seus animais com fitas e levá-los para uivar e arranhar nas competições, em busca de prémios.

P. Por que os animais mais nobres sofrem tanto nas mãos dos homens? Não preciso entrar em detalhes ou tentar explicar esta questão. As cidades são lugares de tortura de animais que podem, por qualquer motivo, ser usados e abusados pelo homem! E esses são sempre os mais nobres.

R. Nos Sutras ou Aforismos de Karma-pa, uma seita que é um ramo da grande seita Gelukpa (capuz amarelo) no Tibete,  e cujo nome indica sua doutrina – “os que acreditam na eficácia do Carma” (acção, ou boas obras) – um Upasaka [1] pergunta a seu Mestre: “Por que o destino dos pobres animais mudou tanto ultimamente? Nunca um animal era morto ou tratado injustamente nas imediações de um templo budista ou outros templos na China, antigamente, enquanto hoje em dia eles são mortos e livremente vendidos nos mercados de várias cidades, etc.”  A resposta é sugestiva: . . .


“Não ponha a culpa na natureza por esta injustiça sem igual.  Não procure inutilmente por efeitos cármicos para explicar a crueldade, porque o Tenbrel Chugnyi (conexão causal, Nidâna) não lhe mostrará nenhum. É a indesejada vinda do  Peling (cristão estrangeiro), cujos três deuses ferozes  recusaram-se a dar protecção para os fracos e pequenos (os animais), que é responsável pelos sofrimentos incessantes,  e de fazer doer o coração, de nossos companheiros mudos.”

A resposta à pergunta acima está aqui em poucas palavras. Pode ser útil, ainda que mais uma vez desagradável, dizer a alguns religiosos que a culpa por este sofrimento universal é inteiramente da nossa religião e educação ocidentais.  Cada sistema filosófico oriental, cada religião e seita da antiguidade – bramânica, egípcia, chinesa e, finalmente, o mais puro e nobre de todos os sistemas de ética existentes, o budismo, ensinam bondade e protecção a cada criatura viva, desde o animal e o pássaro até os seres rastejantes e mesmo o réptil. Só a nossa religião ocidental permanece em seu isolamento, como um monumento ao mais gigantesco egoísmo humano jamais desenvolvido por uma mente humana, sem uma palavra em favor ou protecção do pobre animal. Muito pelo contrário. Porque a teologia, enfatizando uma frase do capítulo jeovístico da “Criação”, interpreta-a como prova de que os animais, como todo o resto, foram criados para o homem! Portanto, a caça se tornou um dos entretenimentos mais nobres das classes superiores. Assim – pobres inocentes pássaros feridos, torturados e mortos aos milhões a cada Outono, tudo em países cristãos, para a recreação do homem. Disso também surgiu a maldade, e frequentemente a crueldade a sangue frio, durante a juventude do cavalo e do novilho, indiferença brutal com seu destino quando a idade os torna incapazes para o trabalho, e ingratidão após anos de trabalho duro para o homem e a seu serviço. Em todos os países que o europeu passa a  dominar,   começa a matança de animais e o seu massacre inútil.

 “Alguma vez o prisioneiro matou animais por prazer?”  perguntou um juiz budista numa cidadezinha fronteiriça na China, infestada de piedosos homens de igreja e missionários europeus, a respeito de um homem acusado de ter matado sua irmã. E, diante de uma resposta afirmativa, já que o prisioneiro tinha estado a serviço de um coronel russo, “um poderoso caçador diante do Senhor”, o juiz não precisou de nenhuma outra evidência e o assassino foi considerado “culpado” – com razão, como sua confissão posterior comprovou.



Deve o cristianismo, ou mesmo o leigo cristão, ser culpado? Nenhum dos dois. É o sistema pernicioso da teologia, são os longos séculos de teocracia e o feroz e sempre crescente egoísmo dos países ocidentais civilizados. O que podemos fazer?



NOTA:
[1] Upasaka: discípulo. (NT)


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O texto acima, que mostra o pioneirismo do pensamento de HPB,  foi publicado pela primeira vez em Maio de 1888.  Título original: “Why Do Animals Suffer?”  
Ver “Theosophical Articles”, H.P. Blavatsky, Theosophy Company,  Los Angeles, Volume II, 532 pp., 1981, pp. 327-328.

2 de Dezembro de 2009

José Saramago


José Saramago
O Prêmio Nobel de Literatura 1998

Autobiografia

Escrito durante a assinatura do autor e traduzido para o Inglês por Fernando Rodrigues e Tim Crosfield

"Eu nasci numa família de camponeses sem terra, em Azinhaga, uma pequena aldeia na província do Ribatejo, na margem direita do rio Almonda, em torno de uma centena de quilómetros a nordeste de Lisboa.

Meus pais eram José de Sousa e Maria da Piedade. José de Sousa teria sido o meu próprio nome, não fosse o secretário, por sua própria iniciativa acrescentar o apelido pelo qual a família do meu pai era conhecida na aldeia: Saramago.

Devo acrescentar que Saramago é uma planta herbácea selvagem, cujas folhas naqueles tempos de necessidade, serviam como alimento para os pobres.

Só aos sete anos de idade, quando eu tive de apresentar um documento de identificação na escola primária, é que se reparou que o meu nome completo era José de Sousa Saramago...

Este não foi, no entanto, o único problema da identidade para o qual eu estava fadado ao nascer. Embora tivesse vindo ao mundo em 16 de Novembro de 1922, meus documentos oficiais mostram que nasci dois dias depois, no dia 18.

Foi graças a esta pequena fraude que minha família escapou de pagar a multa por não ter registado o meu nascimento, no prazo legal..." Ler mais aqui

Fundação José Saramago

A Maior Flor do Mundo from Fundação Jose Saramago on Vimeo.

30 de Novembro de 2009

O trabalho de Ursula